Artigo de opinião -Vitamina D: os principais benefícios – enfermeira Maria Fernandes

Essencial para a manutenção do normal funcionamento do sistema imunitário ou para crescimento dos dentes e ossos, a vitamina D desempenha ainda, segundo os investigadores, um papel importante na prevenção da esclerose múltipla, da gripe sazonal e da depressão.

Conhecida como a vitamina do sol, a vitamina D é um nutriente lipossolúvel – que se dissolve na gordura – essencial para o bom funcionamento do nosso organismo nas suas mais variadas funções.

Hoje sabe-se que a exposição solar é fundamental para garantir níveis adequados de vitamina D no organismo, uma vez que a alimentação, por si só, não é suficiente para suprir as necessidades desta vitamina. Contudo é a combinação das duas que nos permite garantir o aporte necessário de vitamina D.

Para o organismo, mais precisamente a pele, conseguir produzir uma dose adequada (cerca de 80%) de vitamina D é necessária a exposição solar, sem protetor solar, durante cerca de 15 minutos, pelo menos 3 vezes por semana”, bem como a ingestão de alimentos ricos em vitamina D, tais como o leite e seus derivados, o óleo de fígado de bacalhau ou os peixes gordos como o salmão, cavala, sardinha ou atum. Também a gema de ovo ou o marisco são boas fontes desta vitamina.

No entanto, saiba que a utilização de alguns medicamentos e a ingestão de bebidas alcoólicas podem dificultar e ou até mesmo impedir a absorção da vitamina D, comprometendo o seu aporte.

Principais “efeitos” na saúde

Uma das principais funções da vitamina D, e talvez a mais conhecida, é ser responsável por regular o metabolismo ósseo. Esta vitamina é essencial para o desenvolvimento saudável e para a manutenção dos ossos e dentes. Por um lado, promove e optimiza a absorção do cálcio, por outro lado, evita a eliminação renal do cálcio.

Mas o papel da vitamina D na nossa saúde não fica por aqui. As diversas funções que desempenha em distintos tecidos e órgãos fazem da vitamina D essencial para a saúde do nosso organismo.

Para além de desempenhar um papel importante ao nível muscular, ao nível do sistema imunológico, ela ajuda a prevenir o declínio cognitivo. Parece ainda haver uma forte relação entre níveis baixos de vitamina D e a ocorrência de depressão ou outras perturbações mentais.

Relativamente ao sistema cardiovascular, os especialistas defendem que a vitamina D ajuda a reduzir o risco de enfarte, de doença coronária e de insuficiência cardíaca.

Por outro lado, e uma vez que tem a capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina, a vitamina D apresenta ainda um efeito preventivo na obesidade e na diabetes.

Quanto ao trato respiratório, são muitos os especialistas que defendem a sua importância na prevenção de algumas infeções.

Carência de vitamina D nem sempre apresenta sintomas

Os sintomas de carência desta vitamina são, habitualmente, “subtis, pelo que a maioria das pessoas não se apercebe, e resultam da interferência da vitamina D na função dos diferentes órgãos e sistemas orgânicos.

Uma maior susceptibilidade a infeções (víricas ou bacterianas), fadiga excessiva e cansaço fácil, dores ósseas e fraturas frequentes, depressão ou alterações de humor são alguns dos sinais que indicam, no entanto, um aporte deficiente desta vitamina.

Raquitismo (nas crianças), osteomalácia ou osteoporose são algumas das principais complicações associadas

O risco de carência de vitamina D é maior nos indivíduos pouco expostos ao sol e que passam poucas horas ao ar livre, nas crianças, nos idosos, e ainda durante a gravidez e menopausa.

Deste modo, a suplementação é aconselhada para aqueles que estão em risco sempre sob recomendação e avaliação médica.

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